Ecologia das mudanças

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Rodrigo Zambom

O mundo tem aproximadamente cinco bilhões de pessoas. Vamos partir do todo para o detalhe. Pense em seu continente e em seu país. Reduza mais um pouco e pense no estado em que mora, na sua cidade, na sua rua e finalmente em sua família e nas pessoas que estão a sua volta. Pensou? Somos seres únicos e capazes de nos adequar e conviver com as vicissitudes dos diversos ambientes sociais que fazemos parte.

As mudanças podem modificar o universo a nossa volta num plano micro ou talvez macro dependendo do que mudamos em nós. Imagine algumas pessoas que mudaram e marcaram nossa história: Albert Eisnten, Leonardo da Vinci, Sigmund Freud, Aristóteles e muitos outros. Eles tinham um sonho, um desejo de mudar ou simplesmente fazer diferente. Muitos querem a plenitude das mudanças, só que não compreendem que o começo é sempre interno para depois ser externo para abranger as demais pessoas.

Da perspectiva da Programação Neurolinguistica, se você não sabe aonde quer chegar, ou se não tem um objetivo traçado você não tem problemas. Se você não quer mudar ou tem medo do que possa acontecer com uma mudança, você não terá problemas. Mudar significa o novo, abrir mão do nosso estado atual, sair da nossa zona de conforto para recomeçar. A fórmula básica que embasa todas as técnicas da Programação Neurolinguística é: Estado Atual à Estado Desejado. A transição de um estado para o outro se da através da inclusão de recursos, ou seja: Estado Atual + Recursos = Estado Desejado.

E como vamos descobrir que recursos são esses? A PNL através de algumas técnicas e modelos podem auxiliar nesta busca. Vamos descrever três destas ferramentas.

1 – Metamodelo de Linguagem: O metamodelo de linguagem, desenvolvido no começo da PNL é uma importante ferramenta para obtermos informações de alta qualidade a respeito de um problema. É um conjunto de padrões de linguagem, e através de perguntas desafiadoras, podemos nos aprofundar no estado atual.

2 – BFO – Orientado a Resultados: No modelo ACERTE da Boa Formulação de Objetivos encontramos a letra A. Ela vem de afirmativo. Formulamos as perguntas focando no que queremos, em como queremos estar com o objetivo alcançado. Veja alguns exemplos:

Negativa: O que está acontecendo que não esta dando certo?

Afirmativa: O que eu quero? Como eu quero que de certo?

Negativa: Por que deu errado?

Afirmativa: O que eu devo fazer para dar certo?

Negativa: Por que isso ainda é um problema?

Afirmativa: Qual o próximo passo?

A simples mudança em nossa linguagem pode alterar todo um processo de metas já traçadas. Reveja seus planos, reflita um pouco mais e faça os ajustes necessários para chegar lá.

3 – Submodalidades: São padrões de pensamentos. Podemos eliciar nossas submodalidades através da vivencia de uma situação. Anotamos em uma ficha os padrões visuais, auditivos e cinestésicos e com flexibilidade podemos transferi-las para outra situação aumentando a sensibilidade e tornando-a mais atraente.

Um item também muito importante para ser estabelecido é a disciplina. Ter disciplina com você mesmo é essencial para atingir seus objetivos. Ela nos força a fazer algo de não habitual, nos obriga a fazer porque é preciso e não por um simples desejo. Lembre-se, uma grande caminhada em direção à mudança começa com um pequeno passo. Pense grande e comece pequeno, mas aja agora.

O que leva o ser humano em busca de algo é que todos nós portamos uma falta. Essa falta é concebida nos primeiros anos de vida. As leis naturais nos mostram que somos seres incompletos não podendo satisfazer por inteiro o desejo alheio e nesse aspecto as perdas começam a surgir em nossa história. É isso que nos movimenta, o que nos leva a buscar um hobbie, a fazer um novo curso, a praticar um esporte a parar de fumar e muitas coisas que fazemos por não sermos totalmente completos. Se não precisássemos de nada, não sairíamos do lugar.

Um outro fator a ser observado é como queremos ficar depois da mudança. Como vou estar? A quem eu vou afetar? Será para melhor pra mim e para os outros também? Às vezes mudamos e não ficamos satisfeitos com a mudança ou o novo comportamento. Mudamos às vezes para agradar o outro ou até por medo de perder a pessoa amada. Perdemos nossa identidade e não mantemos os ganhos que tínhamos com o comportamento anterior. Todos esses fatores devem estar congruentes com o nosso desejo. A ecologia nas mudanças para um estado desejado e fundamental para que não haja recaídas e traga a tona o estado anterior.

“Acreditarmos verdadeiramente naquilo que desejamos é o primeiro passo para que ele se torne realidade.” Comece por isso.

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