O mapa não é o território

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Deborah Epelman

Desde o momento em fomos gerados recebemos diversos estímulos, os quais vão sendo codificados e formam a nossa Representação Interna, o nosso Mapa. O que é um Mapa?

O Mapa é o conjunto de todo o aprendizado, as experiências, as coisas que uma pessoa possa ter visto, presenciado, assistido, lido, ouvido, percebido, sentido em sua Vida, e que estão registrados em sua Mente.

Para Geografia, o Mapa é a representação de um território e não o território em si. Se pensarmos no Brasil, por exemplo, sabemos que o território brasileiro tem uma área com 8.511.996 km2, dividida em 26 estados e um distrito federal. Os leitores com idade acima de 30 anos devem estar percebendo que houve uma alteração no Mapa do Brasil, pois estudamos há alguns anos que o território brasileiro era subdividido em 23 estados, 3 territórios e um distrito federal, ou seja, o Mapa mudou, mas o território continua o mesmo, então o “Mapa não é o Território”.

Além disso, quando alguém está pensando sobre algo, é apenas uma forma de pensamento que está sendo utilizada, outra pessoa pode pensar sobre este mesmo algo de maneira diferente… isso significa que o “território” pode ser verificado de formas diversas… então “O Mapa não é o Território”.

Há uma diferença incontestável entre a realidade (realidade objetiva) e a experiência de realidade (realidade subjetiva). Cada um de nós cria uma representação do mundo em que vivemos (Mapa) e temos comportamentos mediante esse modelo.

Sabe quando estamos com um grupo de amigos em uma festa, e depois vamos contar para um outro amigo sobre esta festa? Cada um conta algo diferente da festa, pois cada um está percebendo coisas diferentes sobre a mesma festa!!!!

Não existem duas pessoas que criem a mesma representação das experiências. Portanto, não existem dois Mapas iguais, assim como não existem duas impressões digitais iguais.

Vamos fazer uma experiência prática sobre a diferença entre as realidades objetiva e subjetiva: imagine que você está na cozinha de sua casa, pegando um limão… agora pegue uma faca… corte o limão ao meio… e esprema uma das metades do limão em sua boca… que aconteceu? Você sentiu o gosto do limão em sua boca? Mas como?!!! Na realidade objetiva você está lendo uma revista!!! Agora, na realidade subjetiva você espremeu um limão em sua boca, pois para seu cérebro, quando você faz a representação de algo, ele traz toda a resposta neurofisiológica como se o que foi representado realmente estivesse acontecendo – e está!!!

Vamos pensar em mais exemplos: já aconteceu com você de alguém contar uma piada como aquela do cúmulo do arrepio? Escorregar num escorregador de gilete e cair num balde de álcool…? Ficou arrepiado?

O nosso cérebro não faz distinção entre o que é realidade e o que é fantasia… para ele, quando você faz a representação interna de algo = é realidade!!!!

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