Modelagem e a prática esportiva

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Walther Hermann

Quando conheci John Grinder escutei uma história que me impressionou bastante. Ele contou que a cada seis meses aprendia um novo esporte. O mais incrível é que em apenas 6 meses ele desenvolve habilidade correspondente a três ou quatro anos de prática de uma pessoa “normal”. Como ele faz isso? Como é possível? Abreviar o caminho, tomar um atalho?

Quando John Grinder veio ao Brasil, falou muito em aprender a aprender. Naquela época esta atitude já me despertava curiosidade, porém não sabia como desenvolver esta capacidade.

Procurei saber como! Descobri que uma de suas estratégias de aprendizagem possuía uma estrutura muito bem definida: o primeiro passo era encontrar dois ou três atletas do novo esporte escolhido e identificar como o esportista pensava, como decidia, como percebia, que critérios tinha, enfim, como jogava (mesmo que na imaginação).

Atualmente existem muitos estudos em Psicologia do Esporte (seja comportamental ou existencial) que comprovam que qualquer gesto, mesmo que simplesmente imaginado, gera estimulação motora completa. No caso dele ser imaginado, a intensidade do fluxo ´nervoso é menor, porém precisa. Assim, cada atleta, ao imaginar-se em atuação, comporta-se fisiologicamente como se estivesse na realidade de sua prática esportiva.

Aaahhhhhh!!!

Então se aprendessem como pensavam (em rapport), como agiam, poderiam praticar as estratégias cerebrais: Imaginar o que viam, ouviam, e sentiam (na ordem em que faziam), sem mesmo ter começado a atividade física propriamente dita. Era isso o que Grinder praticava durante um ou dois meses. E então?

Como já tinha boa coordenação motora ( e qualquer pessoa que consiga escrever já possui uma boa coordenação motora fina!), um corpo já trabalhado pela prática esportiva, muitas estratégias de concentração e percepção, uma grande congruência (mobilização inconsciente), etc. quanto tempo pode-se imaginar que ele usava para aprender uma nova atividade?

A modelagem (aprender a aprender) é um dos principais campos do desenvolvimento da Programação NeuroLinguística. Em toda dimensão da experiência humana ela existe tanto nos níveis conscientes (quando escolhemos o que vamos aprender) quanto nos níveis inconscientes (quando não temos escolha), e até mesmo através do(s) inconscientes coletivos.

Num segundo momento, uma abordagem um pouco mais personalizada poderia ser usada para orientar forças inconscientes dos interessados (ecologicamente) em aprendizagem ou aumento de produtividade no esporte ( ou qualquer disciplina do conhecimento humano). Este processo começa com a definição de metas de longo, médio e curto prazos. Após a apresentação dos objetivos, poderiam ser usadas técnicas mais simples que atuam em diversos níveis neurológicos: ancoragens, ressignificações, contextualização de recursos e metaprogramas, mudanças de crenças e aplicação de Modelos de Mundo, etc.

Em todo este processo pude observar, na minha experiência pessoal como consultor em Produtividade no Esporte, dois assuntos extremamente significativos: ecologia e boicotes inconscientes (motins).

Sobre ecologia nada a dizer, tudo já tem sido dito com muito cuidado e respeito por muitos profissionais há bastante tempo. Sobre boicotes inconscientes há algo a comentar.

Entre várias observações a respeito de mudanças de crenças, atitude, percepções, percebi algo a respeito dos sinais do próprio corpo que, na maior parte das vezes, é entendido como sintoma (dores, inflamações, alergias,etc). A partir de uma ressignificação destes sintomas é possível, mesmo a nível do esporte profissional, desenvolver uma forma de atividade esportiva muito mais saudável e ecológica para o esportista ou o atleta. E afinal de contas, o esporte não é saúde?

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