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Artigos Mkt Pessoal ›Carreira

Atualizado em 22 de janeiro de 2008, às 10h27

Perfil do profissional ideal

Por Dr. Ômar Souki

Pesquisa da Pricewaterhouse Coopers, com 11 grandes companhias brasileiras, mostra que as competências mais desejadas são capacidade de realização, ética e criatividade.
No Bank Boston, 70% da remuneração é “quantitativa”, baseada em metas. Os 30% restantes são “qualitativos”, isto é, dependem do quanto o executivo está correspondendo ao perfil esperado pela empresa. O banco selecionou, como competências essenciais, as seguintes: pensamento estratégico, gerenciamento de mudanças e conflitos, disseminação de conhecimentos e desenvolvimento de pessoas.

No seu departamento jurídico houve, inclusive, redução das horas de trabalho, o que contribuiu para a melhoria da qualidade de vida e conseqüente aumento da produtividade. O tempo necessário para resolução de processos despencou de quase 5 dias para 1 dia.
“As empresas querem alguém que faça acontecer. Mas não de qualquer maneira. A pessoa precisa ser ética e inovadora”, diz Olga Colpo, diretora da Pricewaterhouse. “Se a empresa quiser conquistar uma imagem corporativa, identidade e fidelidade de seus clientes, precisa pautar o seu trabalho sobre valores, diretamente relacionados à ética”, diz Colpo.

Além do Bank Boston, participaram da pesquisa da Pricewaterhouse: Alcoa, Grupo Algar, Amro Real, Grupo Camargo Correa, Coca-Cola, Kraft Lacta Suchard, Natura, Novartis, Rhodia e Santista Textil. Todas essas empresas usam agora o modelo de competências para gerir talentos.

Características mais valorizadas nos profissionais: Capacidade de realização (70%), Ética (57%), Criatividade (54%), Iniciativa (48%), Motivação (41%), Energia e dinamismo (35%), Quociente Emocional (34%), Autonomia (29%), Solução de problemas (26%), Relacionamentos (25%).

“É preciso treinar de forma adequada todos os funcionários, desde o operacional até a cúpula, para que cada um saiba exatamente onde a empresa quer chegar”, diz Lineu Kern, diretor geral da Camargo Corrêa.

Olga Colpo, da Pricewaterhouse, observou que as empresas devem pautar o seu trabalho sobre valores, diretamente relacionados à ética para poderem conquistar uma imagem corporativa, identidade e fidelidade de seus clientes.

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