Meditação – O que é e para que serve

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Texto baseado em obra inédita, titulo provisório do livro: Terapia Holística, Nei Naiff

A vida tumultuada dos centros urbanos, o excesso de preocupação no trabalho, na relação afetiva, na família, nos afazeres domésticos, criam um ritmo mental acelerado e uma constante tensão emocional e física. O estresse ou o vazio existencial chega e tudo a sua volta começa a se desarmonizar, e pior — os outros são culpados pela sua infelicidade! Dessa forma, os resultados serão sempre os mesmos: insônia, enxaqueca, dores musculares, discussões por bobagens, negativismo, ostracismo, falta de fé, do prazer, da esperança.

Esses desequilíbrios não escolhem sexo nem cultura, podendo acometer todos, desde crianças até idosos.

A meditação é uma das técnicas mais simples da terapia holística ou medicina complementar para equilibrar quase que imediatamente os altos níveis de estresse causados pela rotina da vida ou dos problemas. Ela faz com que o cérebro trabalhe numa onda elétrica mais sutil denominada de “alfa” (veja tabela abaixo); este estado mental é aquele em que estamos calmos, serenos, controlamos nossas emoções e sentimentos sem que eles nos afetem.

A prática diária da meditação melhora a capacidade mental, estimula o vigor, melhora a disposição e, principalmente, nos faz consciente de nossa vida e do meio ambiente.

Originária da Índia, a meditação se encontra intimamente ligada com as práticas de ioga; também está inserida em várias religiões orientais como o taoísmo e o budismo. Cada qual possui sua forma particular de praticar a meditação, algumas estão inclinadas ao universo espiritual, outras a saúde ou ao bem estar. As formas para se atingir os objetivos vão desde apenas olhar para o vazio, relaxar os músculos do corpo até pronunciar sons específicos (mantras), posições com o corpo (asanas), fazer orações e/ou apenas visualizar situações benéficas (criatividade).

Para falar a verdade, muito do que se chama de “meditação” no ocidente, é um relaxamento corporal ou a auto-indução para equilibrar a ansiedade e, com isso, atingir um estado psicológico mais propício ao que se deseja; até as religiões cristãs e evangélicas aderiram a palavra “meditação” para se referirem ao ato de fé numa oração ou num retiro espiritual. Não mero acaso ela está inserida em todo o esoterismo como uma das técnicas para o autoconhecimento, magia ou rituais.

Também, é largamente utilizada nas terapias holísticas, alternativa ou vibracional, como um aspecto básico para se aplicar os elementos necessários para a cura do campo áurico ou dos chakras. Dessa forma, meditação tornou-se sinônimo de concentração, capacidade de auto-análise, relaxamento do corpo, equilíbrio emocional, oração, magia, autocura, auto-ajuda.

Vista por alguns apenas como algo transcendente, o relaxamento ou a meditação possui sua fundamentação científica. Com a criação do eletroencefalograma, descobriu-se diferentes freqüências elétricas gerados pelo cérebro; divididos basicamente em 4 faixas distintas (veja tabela a seguir) onde cada uma corresponde a um estado determinado de consciência. Observou-se que quando estamos conversando, trabalhando, o eletro oscila entre 13 e 30 Hz. Procuraram saber o que ocorria nas pessoas em coma e descobriu-se que o registro era de 0,5 Hz. Por regra, seria: quanto mais tensos, mais respirações são necessárias e maior será a frequência cerebral; quando mais calmo melhor será o ritmo respiratório, diminuindo a frequência cerebral.

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