Introdução à PNL na Sala de Aula

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Ricardo Luiz Marcello

Minhas saudações a todos os leitores que aqui chegaram e se interessaram pelo conteúdo deste texto. Estamos inaugurando esta coluna com o objetivo de compartilhar com vocês algumas ideias, crenças, valores e técnicas de PNL que podemos aplicar em sala de aula, com alunos de qualquer idade.

Para você, caro professor, tenho um recado especial: meus sinceros parabéns pelo seu interesse, pela sua curiosidade e, principalmente, pela sua humildade.

Essas são as principais virtudes de um profissional diferenciado do senso comum. Saiba que, só por ter chegado até aqui, você já possui, dentro de você, a coisa mais importante de que precisa para encontrar realização pessoal: a verdadeira vontade de aprender.

Ensinar não é simplesmente transmitir informações, despejar conhecimento nos alunos. Trata-se de um processo mais complexo, que exige do professor qualidades como dedicação, paciência e humildade. Além disso, é necessário ter um bom conhecimento da matéria a ser ensinada, habilidade de motivar os estudantes para o aprendizado, criatividade para elaborar diversas abordagens para um mesmo assunto, flexibilidade para resolver os desafios do dia-a-dia da classe, compreensão para lidar com diversos tipos de personalidade, persuasão para liderar qualquer grupo de pessoas, consciência dos fatores psicológicos que influenciam a aprendizagem, discernimento nas avaliações e um grande poder de comunicação.

Ufa! E quem disse que é fácil ser professor? Principalmente num país como o nosso, onde a grande maioria de nossas crianças acaba abandonando a escola para ajudar no sustento da família. Infelizmente, dos estudantes que iniciam a primeira série do primeiro grau, apenas 10% conseguem chegar ao segundo grau (dados extraídos de PILETTI, Nelson. Psicologia Educacional. São Paulo: Ática, 2004). São privilegiados aqueles que têm acesso às informações escolares e a nossa grande responsabilidade, como professores, é disseminar a cultura pelos quatro cantos deste país.

Um bom professor deve saber que sua única via de acesso para atingir os alunos é a comunicação. E é aqui que entra a importância da PNL, oferecendo uma série de ferramentas e princípios baseados em psicologia, neurologia e psicolingüística. Quando estes recursos são aplicados na educação, a troca de informações entre educadores e educandos melhora de maneira global, tornando-se mais eficaz e dinâmica.

Pare por uns instantes… enquanto lê as próximas linhas… imagine-se planejando suas aulas com mais eficiência… visualize sua classe motivada e participativa, com sede de aprender… sinta-se capaz de despertar a curiosidade daquele estudante tão desanimado ali no cantinho da sala… experimente a sensação de estar no controle… Com certeza, você ouvirá muitos elogios, pois será capaz de revolucionar seu jeito de dar aula! Sim! Com a PNL, temos essa chance de proporcionar aos nossos alunos um ensino sério e consistente, sem destruir o potencial criativo das nossas turmas!

Nesta coluna, portanto, você encontrará dicas de como aplicar, na sala de aula, os principais recursos da PNL. Queremos expandir as suas possibilidades de ação, para que você se sinta mais seguro ao liderar o processo educativo oferecido aos seus educandos.

Este texto introdutório pretendeu dar uma visão geral sobre o que é possível realizar quando aplicamos a PNL na sala de aula e sobre o papel do professor no processo de ensino. No entanto, o professor não pode oferecer um ensino de qualidade se não estiver bem consigo mesmo; é preciso aprender a lidar com suas próprias emoções antes de exercer a liderança perante uma classe. Esse é o assunto que iremos abordar em nosso próximo encontro.

Para refletir: “crie as oportunidades, não espere somente encontrá-las” (Francis Bacon).

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