Fale Conosco | Fóruns | Ebooks | Links | Anuncie
Portal CMC - Comunicação e Comportamento ©2006 | Proibida reprodução total ou parcial
Anuncie no Portal CMC
Newsletter - Receba as novidades por email

Artigos › Criatividade

Atualizado em 22 de janeiro de 2008, às 10h27

A Difícil Arte de Apresentar e Avaliar uma Boa Idéia

Publicado no Jornal Valor Econômico

Não há idéia completamente descartável, assim como não há uma proposta 100% perfeita. Tanto as pessoas que querem apresentar suas idéias quanto aquelas que vão julgá-las precisam se livrar do mito de que uma boa idéia nasce perfeita.

Portanto, apresentar, avaliar ou modificar idéias é uma tarefa que requer tanta ou mais habilidade do que criá-las. Imagine a seguinte cena: um funcionário encaminha ao chefe uma idéia para o lançamento de um produto que, na opinião dele, irá revolucionar o mercado. Dedicou horas e mais horas de seu tempo livre para o estudo de viabilidade de seu projeto. Atente para o detalhe de que ele tomou a iniciativa, e em nenhum momento foi convocado para isso. Mas este profissional achou que de alguma forma poderia contribuir para a empresa. Pois bem, ao entregar a proposta, o seu chefe direto não dá a mínima importância e apenas responde: estamos em época de redução de custos e não de investimentos. Resultado: decepcionado, o funcionário sai da sala prometendo a si mesmo nunca mais contribuir em nada para a empresa. E, na maioria das vezes, acaba rotulando o chefe de pessimista, sem visão de futuro, autoritário e até invejoso.

Esta história poderia ter tido um final feliz? Vejamos... Em primeiro lugar, não houve alinhamento entre o foco da empresa naquele momento e a percepção do funcionário. Caso ele estivesse mais focado na redução de custos, provavelmente teria tido idéias para esse fim. Eventualmente, a idéia dele poderia ser uma oportunidade imperdível. Seu chefe poderia sugerir que ele aguardasse o momento adequado, o que, aliás, o próprio funcionário também poderá fazer. Isto se a resistências do chefe forem objetivas: ao expor ou avaliar uma idéia, as pessoas podem praticar um exercício muito simples: a prática do diálogo interno. Antes de vetar alguma iniciativa, basta checar a origem de suas resistências contra ela. E, para quem apresentou a idéia, procurar entender o tipo de resistência que a pessoa está oferecendo.

Quem apresentou a idéia pode refazer sua tática de apresentação: apresentei a idéia no momento e local certo? Havia condições para o chefe me ouvir? A idéia foi bem apresentada? Quem ouviu a idéia pela primeira vez pode se perguntar se estava aberto para o novo, se não deveria dedicar algum momento para a análise da idéia.

Mas ainda há esperança: se nada se perde, tudo se transforma, porque não adequar a idéia ao momento da empresa? Se os custos de implementação são altos, usemos a criatividade para diminuí-los ou achar financiamentos. Se a idéia é ambiciosa, podemos reduzi-la.

Estes foram exemplos corriqueiros da administração de uma idéia inicial, mas basta lembrar que toda idéia tem em si algum potencial a ser aproveitado, que uma nova e boa idéia sempre poderá surgir. Afinal, esta não é a história do post-it (a cola que não colava)? e da Coca-Cola (que também era remédio)? Consumidores e clientes estão sempre atrás de novidades. Portanto, é preciso criá-las. Consumidores e clientes também estão atrás de um bom custo-benefício, serviços interessantes, um algo mais. Assim, as empresas são forçadas a viver em constante mutação. É preciso ser pioneiro, arriscar e ser movido a sonhos. Mas também é preciso saber apresentar, avaliar e adaptar idéias.

Mais artigos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CURSOS ON LINE
 Liderança
  com Maria Rita Gramigna
 Gestão de Equipes
  com Maria Elisa Galvão
 Apresentações em Público
  com Diana Amaral
 Gestão do Tempo
  com Miguel Justiniano