A arte de delegar: uma prática necessária

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Elizabeth H. de Oliveira

Photl.com

Em meio a tantos desafios e aprendizagens  face às  exigências impostas ao mundo do trabalho e dos negócios, a prática da delegação talvez esteja entre as habilidades mais requeridas . O tempo da expressão  “manda quem pode e obedece quem tem juízo” já passou.

O novo cenário organizacional inspira espírito participativo, agregador, não importando o tipo de segmento, o tamanho e a localização do empreendimento ou números de colaboradores.

Muitas são as tarefas, muitos são os desafios. Concorrência, qualidade, produtividade, agilidade, imagem – tudo sempre processado ao mesmo tempo.

Segundo o dicionário Aurélio, delegar significa transmitir poderes, encarregar, incumbir. Nos ambientes empresariais isso ainda é problema para muita gente.  Era Pós-Industrial, mais que seguir normas e acompanhar resultados, gerenciar exige estratégias e ações que não combinam com posturas enérgicas e centralizadoras. O gerente de ontem é o gestor de hoje. Com habilidades e competências profissionais reconfiguradas, alcançar resultados deixou de ser tarefa somente de um setor, de um grupo ou de uma pessoa. Pensar e agir coletivamente tornou-se imperativo no  alcance de objetivos.

Por isso, delegar tarefas e responsabilidades tornou-se prática determinante auxiliando no aprendizado e crescimento pessoal evitando a estagnação profissional e empresarial. Delegar pressupõe compartilhar, dividir. Quando o gestor, por intermédio do exercício da liderança, estimula as pessoas a assumirem responsabilidades e novas tarefas, geralmente descobre capacidades entre os liderados que, colocados a serviço do grupo, acrescenta valor imensurável no ambiente de trabalho, acrescendo o nível de conhecimento dos membros que interagem na empresa.

Porém, para que a delegação ocorra de maneira satisfatória e atinja os objetivos propostos, é importante que a empresa traga, no bojo de seus valores e princípios, a liberdade e o incentivo à criatividade como elementos balizadores no processo da ação pró-ativa. A cultura do trabalho em equipe e o fortalecimento das relações interpessoais influenciam diretamente no sucesso ou não do grupo. Quando a missão, as estratégias, as normas e os procedimentos da empresa são conhecidos, compreendidos e incorporados, assim como o modelo de gestão  participativa,  os colaboradores tendem a adotar posturas mais positivas.

Ao falar em delegação, importante agir de forma segura e contundente para que  a tarefa venha agregar valor não só ao que delega mas também ao delegado. Confiança mútua e permitir que as pessoas expressem suas potencialidades são fundamentais. Delegar não é atribuir a outro o que não se quer fazer, o que não gosta ou não tem tempo para fazer. Delegar é um princípio organizacional e deve ser bem gerido . Quem delega não pode perder de vista sua responsabilidade.

Alguns cuidados devem ser tomados de maneira garantir que o que  está sendo proposto seja compreendido pelos executores:

  • Decida quais as tarefas que podem ser transferidas ao liderado;
  • Avalie qual liderado tem condições para assumir a tarefa proposta;
  • Avalie as características pessoais do liderado para execução da tarefa;
  • Avalie as competências profissionais do liderado para a execução da tarefa;
  • Dê ao liderado executor condições técnicas, materiais e humanas para o desenvolvimento da tarefa;
  • Informe com clareza o deve ser feito, incluindo quando for o caso, prazo para o término da tarefa;
  • Prepare-se para eventuais erros, correção de percurso;

Acompanhe, monitore e avalie a tarefa.

Elizabeth H. de Oliveira Historiadora e Pedagoga. Pós-Graduada em Pedagogia Empresarial e Gestão de Pessoal. MBA em Gestão Administrativa. Consultoria e Palestrante.

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