5 dicas para controlar seus pensamentos e ser mais feliz

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Gisele Meter

Dizem que muito daquilo que sentimos vem daquilo que se pensa, ou seja, somos aquilo que pensamos. Se considerarmos o fato de que se pode controlar os pensamentos e de que os sentimentos se originam daquilo que se pensa, logo é possível deduzir que se pode também controlar os próprios sentimentos.

Há poucos dias, participei de uma festa de casamento. Durante a recepção dos noivos me sentei à mesa com um casal de amigos e a conversa estava muito animada. Para a minha surpresa, a coisa mudou totalmente de figura quando entramos no assunto economia. Eu e o marido desta minha amiga discutíamos nosso ponto de vista sobre o Brasil para o próximo ano e, minha amiga, também quis dar sua opinião, o que era perfeitamente natural já que antes também estávamos todos conversando sobre outro assunto. Quase não pude acreditar quando ela começou a falar e o marido disse: “fulana, fique quieta. Você nunca entendeu nada de economia, não tente fazer isso agora. Pare de me envergonhar!” E, depois de dizer isso, caiu na gargalhada.

Fiquei tão desconcertada com a atitude dele que resolvi sair de fininho dali. Dias depois, encontrei essa amiga, que muito atenta ao ocorrido daquele dia, percebeu que fiquei chateada e veio me pedir desculpas pelo acontecido. Falei que estava tudo bem, mas que fiquei curiosa para saber o que ela achava sobre o futuro da economia em nosso país. Ela me olhou sem graça e disse: “deixa pra lá! Eu não entendo nada disso mesmo!”

Muitas vezes nos deixamos levar pela opinião de outras pessoas a respeito daquilo que somos e, então, passamos a acreditar que tudo o que falam a nosso respeito é verdade, como o caso da minha amiga que acreditou que, talvez, não soubesse mesmo de economia. Desta forma, pensamentos negativos passam a morar em nossa cabeça, vamos acreditando neles e cultivando sentimentos ruins a nosso respeito. A boa noticia é que podemos revertê-los e controlar a situação. É importante saber que nossos pensamentos são exclusivamente nossos e temos o direito de guardá-los, compartilhá-los, modificá-los ou esquecê-los.

Para isso é preciso ficar atento aos momentos que impactam os pensamentos de maneira negativa e assim se dar conta de que é preciso mudá-los. Agindo assim, novos sentimentos começam a surgir fazendo com que você se sinta uma pessoa mais fortalecida, pois estará assumindo não somente o controle daquilo que pensa, mas também do que sente e das experiências que vive, tornando-se alguém mais feliz com aquilo que realmente é.

Confira algumas dicas para controlar melhor seus pensamentos:

1. Assuma a responsabilidade por aquilo que pensa: toda vez que você tem pensamentos como: ele me magoou, tenho medo de altura ou você me deixa sem graça, implicitamente está transferindo a responsabilidade do que sente para o outro, deixando de ser responsável pela maneira como se sente. A partir do momento em que você começa a pensar de forma diferente e percebe que todos estes sentimentos foram originados através dos seus próprios pensamentos e expectativas acerca da situação, é possível mudar não só o pensamento,mas também a jeito de ver a situação. Que tal ao invés de pensar que ele te magoou, pensar que você se magoou pela reação que a pessoa teve com você? E se ao invés de dizer que tem medo de altura, assumir o fato que você assusta a si mesmo em lugares altos? E separar de pensar que outras pessoas te deixam sem graça e passar a perceber que você fica envergonhado porque dá mais valor ao que pensa do que aquilo que realmente é? Assumir a responsabilidade por aquilo que pensamos é poder controlar sentimentos e, assim, conduzir a vida de maneira mais segura. Que tal tentar?

2. Ter consciência dos próprios pensamentos: Depois de assumir as responsabilidades por seus pensamentos, é hora de ligar o radar e começar a ter consciência deles. Isto implica em perceber a maneira como pensa e como você é afetado por opiniões alheias, sejam elas de amigos, parentes ou até mesmo da mídia ou das redes sociais. Todas essas opiniões que vem de fora acabam nos deixando acostumados a um padrão mental equivocado que situa fora de nós à causa dos sentimentos, fazendo com que acreditemos que pensamento e emoção são coisas separadas e uma não interfere diretamente na outra, o que de fato, não é verdade. Quando você se pegar dando importância demais a um pensamento que não é seu, analise bem a situação e veja o que pode ser verdadeiro e o que pode ser um destrutivo se você começar a se importar demais.

3. Descubra como você pensa: Pensar sobre a forma que se pensa pode parecer um pouco confuso num primeiro momento, mas não é se você respirar fundo e tentar entender a situação. Todas as pessoas tem aquilo que chamamos de “gatilhos mentais”, que são coisas que desencadeiam nossos pensamentos, consequentemente levando a reações e sentimentos impulsivos ou negativos. Sabendo quais são esses gatilhos emocionais, fica mais fácil de identificá-los quando acontecer. Vou te dar um exemplo: Maria é uma moça que terminou o namoro recentemente, há pouco tempo descobriu que o ex-namorado está com uma outra pessoa, que considera muito mais bonita do que ela. Toda manhã, Maria entra no perfil do ex e acaba encontrando fotos e declarações apaixonadas da atual namorada e, assim, acaba se sentindo triste e magoada cada vez que dá de cara com essas situações. O gatilho emocional de Maria é o impulso de conferir as redes sociais do ex-namorado. Se ela se der conta de que faz isso quase sem pensar, compreenderá a causa de tanta tristeza e talvez descubra que está se autossabotando, enfraquecendo assim sua autoestima. Assim como Maria, talvez você também tenha alguns gatilhos mentais que o coloquem para baixo. Procure descobrir como você pensa e quais são os gatilhos que levam você a sentir ou agir de forma negativa. Esse é um ponto fundamental para a mudança de postura e de pensamento.

4. Faça mais perguntas a si mesmo: Agora que você já sabe da importância de assumir a responsabilidade por aquilo que pensa e também que seus sentimentos são causados por aquilo que pensa, que tal começar a fazer perguntas na hora que um sentimento ruim aparecer? Pergunte a si mesmo se compensa se sentir infeliz, deprimido ou magoado. Depois, passe a examinar os prós e os contras de se sentir assim. Quando colocamos na balança o que ganhamos e o que perdemos em situações como essas, vemos a situação de maneira mais clara e o risco de perder o controle dos pensamentos acaba sendo minimizado.

5. Evite paralisar e aceitar tudo: Como dito antes, é possível sim controlar seus pensamentos e, consequentemente, seus sentimentos, desde que se queira fazer isso. Mas, existem momentos que são tão sutis na vida que acabam nos paralisando sem que se possa perceber. É o caso de deixar de fazer coisas que gostaria como começar a praticar exercícios, perder o sono por uma preocupação ou deixar que a raiva o impeça de pensar. É preciso saber que tudo isso são situações que impedem experiências positivas, levando você a uma inatividade total ou até mesmo indecisão e hesitação. Todas essas atitudes acabam rebaixando sua autoestima a curto ou a longo prazo. Quando você aceita ou se acomoda a elas, acaba deixando de aproveitar as coisas boas que a vida lhe oferece e, assim, deixa que boas experiências passem despercebidas por você, justamente porque está tão paralisado que não consegue percebê-las. Esses dias, ouvi uma frase que me fez pensar muito. “Ela dizia assim: Só há crescimento aonde existe movimento, portanto, para crescer, não fique parado. É hora de agir em prol de si mesmo! Que tal começar hoje?”

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